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Cambuci, ideal para o cultivo ecológico Pequenos produtores da região serrana do Vale do Paraíba plantam a árvore e garantem a sobrevivência da espécie O cambuci, fruta nativa da Serra do Mar, já garante o sustento de pequenas propriedades do Vale do Paraíba. Em plena safra, a fruta, conhecida por ter seu xarope adicionado à cachaça, a "pinga de cambuci", tem bom potencial de se tornar alternativa de renda e preservar a mata atlântica. Em quatro anos, a região entre São Paulo e Cunha ganhou 30 mil pés. Além disso, com a Rota Gastronômica do Cambuci, com lançamento previsto para sábado, dia 20, no Bairro do Cambuci, na capital, espera-se uma expansão ainda maior dos plantios. O produtor Ranulfo de Jesus, de Natividade da Serra, aprendeu há 50 anos a receita do xarope de cambuci e então começou a cultivar a fruta. Sempre descalço - diz que só usou gravata e sapato quando casou com dona Juventina, há 60 anos -, ele cuida de mais de 200 pés da fruta. "Eu pegava o cambuci e fazia suco e xarope para consumo próprio, com cachaça. O que sobrava, vendia." Esta safra, Jesus deve colher 500 quilos da fruta, que, transformada em xarope, rende 400 litros. Além disso, ele vende, por ano, 150 mudas de cambuci. O quilo da fruta custa R$ 2; o litro do xarope, R$ 4 e a muda R$5 5. Parceria. O impulso que o cambuci tem tomado na Serra do Mar tem a ver com o esforço do Instituto H&H Fauser (IHHF), que, em parceria com as Prefeituras de Natividade da Serra e Paraibuna e com a Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo, organizou, em 2008, o 1° Workshop do Cambuci.
Antes, em 2006, o ex-secretário de Desenvolvimento de Rio Grande da Serra Flávio Lemos criou o primeiro Festival Gastronómico do Cambuci. O evento foi um sucesso e despertou o interesse de Salesópolis e Paraibuna. "Hoje a rota gastronómica do cambuci é um programa de fomento e tem como braço executor a Associação Holística de Participação Comunitária Ecológica. Já o IHHF faz a coordenação das ações de capacitação", diz Amely Fauser, do IHHF. Mil toneladas. "Nossa expectativa é produzir, em 2012, mil toneladas por ano", diz. A maior parte é de pequenos produtores, com 50 pés, em média, mas já há outros com pomares com mais de mil pés, que entram em produção em 2011. Se bem manejado, um pé rende até 200 quilos. Salesópolis é um dos grandes produtores, com mais de cem propriedades com a fruta. A mais conhecida produtora é Conceição de Oliveira Magoffi, que tem cerca de cem pés de cambuci, com a média de 200 quilos por pé. O segredo, diz, é manter a distância mínima de 5 metros entre os pés, e irrigar. Da sua produção, 80% são vendidos in natura e o restante vira xarope. "Faço isso há 30 anos", diz a produtora. Em Rio Grande da Serrajáhá até uma cooperativa, com 25 produtores da fruta, e também de xarope, geleia, mousse, polpa, trufa, sorvete e até alfajor. "Eles já estão buscando registro na Anvisa para seus produtos, vendidos com a marca Cambucy da Serra", diz Lemos. Serviço PARA ENTENDERA origem da "pinga de cambuci" Na década de 1950 instalou-se no Bairro Alto, em Natividade da Serra (SP), o Bar do Alemão, de Alexander Linz, que na verdade era austríaco, conta o pesquisador de gastronomia e jornalista João Evangelista de Faria, o "João Rural". "Ele inventou o xarope de cambuci, aproveitando a fartura da fruta na região. |
 
 
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Paraibuna no programa mundial O Instituto H&H Fauser, uma organização não-governamental, em Paraibuna, capacita jovens pelo Programa de Jovens - Meio Ambiente e Integração Social (PJ-Mais), que faz parte da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo (RBCV), O RBCV abrange 73 municípios de São Paulo. Em dezembro, foi realizado o encerramento das atividades deste ano do Projeto de Jovens. O PJ-Mais é voltado a cursos ecoprofissionalizantes. Pag J8
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ONG em Paraibuna capacita jovens Oficina de Iniciação Científica apresenta trabalhos em encontro de fim de ano |
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